DE CHAPA

Ricardo Setyon

Brasileiro se surpreende com nível do futebol escolar no Japão

Final do campeonato escolar japonês reúne milhares de pessoas e impressiona pela qualidade técnica

Publicado em 15 de janeiro de 2026

Por Ricardo Setyon
Tradução: Akiko Tonegawa

Uma expectativa baixa… que mudou rapidamente

No dia 12 de janeiro, voltei ao Estádio Nacional de Tóquio após muito tempo. Um colega de trabalho insistiu para que eu assistisse à final do campeonato nacional de futebol escolar.

Sendo sincero, eu não esperava muito da partida. Afinal, tratava-se de futebol amador, disputado por estudantes do ensino médio. Minha expectativa maior era revisitar o estádio — um local que já conhecia de outras coberturas, como a antiga Copa Intercontinental — e observar sua nova arquitetura após as reformas para os Jogos Olímpicos.

Um estádio lotado para um jogo escolar

Mas logo ao chegar, fui surpreendido. Mesmo em uma tarde fria de janeiro, o estádio estava praticamente lotado, com cerca de 60 mil pessoas presentes.

O público era extremamente diverso: estudantes que claramente praticavam futebol, crianças acompanhadas por seus treinadores, mulheres que pareciam não ter ligação com o esporte e até idosos.

Como minha credencial de imprensa não havia sido aprovada a tempo, precisei comprar um ingresso simples, atrás do gol, por 1.500 ienes. Se tivesse chegado um pouco mais tarde, talvez nem tivesse conseguido um lugar.

Por que tanta gente foi assistir?

A pergunta era inevitável: por que tantas pessoas estavam ali para assistir a um jogo sem grandes estrelas, sem nomes como Messi ou Takefusa Kubo?

A resposta veio rapidamente, diante dos meus olhos.

Um nível de futebol que impressiona

O futebol apresentado em campo era moderno e de alto nível. No primeiro tempo, a equipe da Kamimura Gakuen foi impressionante.

Jogadores como o número 13, Motoki Hidaka, e o número 11, Futa Tokumura — que parecia estar em todos os lugares do campo — fizeram qualquer expectativa baixa desaparecer.

Ao som das músicas da torcida estudantil, percebi que meu corpo reagia naturalmente. O frio desapareceu, substituído pela energia do jogo.

Espírito de luta e fair play

A Kashima Gakuen também teve uma atuação marcante. No segundo tempo, voltou como uma equipe completamente diferente, demonstrando intensidade, espírito de luta e fair play.

Foi impossível não aplaudir.


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O AUTOR

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Ricardo Setyon

Jornalista - FIFA

Credenciado em 10 Copas do Mundo e 7 Olimpíadas, percorreu 114 países e publicou em 7 idiomas.